Escritora Eternamente Amadora
Desde
menina gostava de rabiscar meus sentimentos.
Adoro analisar a mente humana, suas emoções e
razões.
Escrever, para mim, é deixar que a palavra com
sua força de
expressão, transmita meus pensamentos, meus sonhos,
minhas ansiedades, meus desejos, dentro de muitas
realidades.
Escrevo sem nenhuma pretensão, não aspiro ser
poeta nem
tampouco escritora.
Sou e serei sempre amadora!
Amo o amor, amo amar, amo ser amadora!
* * * *
QUEM SOU EU?
Quem sou eu nesse imenso e infinito
mistério?
Que caminho é esse do qual ninguém pode desviar?
Como me buscar se não me encontro nas tentativas
em que
mergulho.
Busco alívio no movimento em torno das
pontencialidades
humanas.
Nada é capaz de tirar esse conflito permanente.
Vivo em tempos de confrontos crescentes,
frustações,
decepções e medos.
Sempre com incertezas, inseguranças, numa luta
constante com
a contradição
entre o que sou e o que "deveria ser."
Quero manifestar minha potencialidade de maneira
valiosa
como em tudo que vemos na natureza.
Quero ter minha expressão própria,
meu perfume, minha energia, meu lugar, minha
força
no Universo cósmico e na Natueza.
Sei que para esse meu buscar,
preciso reconhecer os modelos da natureza.
Preciso ser espontânea, seguindo minhas
inclinações naturais,
observando os modelos mutáveis que existem
dentro e em
torno de mim.
Preciso perceber minha alma em desenvolvimento.
Buscar a verdade, reverenciar a vida,
saudar a esperança e a fé com entusiasmo.
Preciso sair do meu esconderijo,
sair de trás da auto-defesa.
Preciso perder o medo de amar e estender os
braços
para abraçar a vida com esse amor latente que
habita no meu
peito.
Sandra Lúcia Ceccon Perazzo
(Sperazzo)